Publicado por: frsfernandes | janeiro 22, 2010

As 5 inovações que mudarão as cidades

A IBM anunciou, no início deste ano, a nova edição da lista anual “IBM Next 5 in 5“, que em 2010 traz as cidades como foco. O mundo vive um processo de urbanização sem precedentes – estima-se que 60 milhões de pessoas mudam para os grandes centros a cada ano, cerca de um milhão por semana. No último ano, pela primeira vez na história, a maior parte da população mundial estava concentrada nas cidades. Especialistas estimam que a população mundial vá dobrar até 2050.

Para ajudar o mundo a se adaptar a esse crescimento veloz, com base em tendências de mercado e tecnologias emergentes de Laboratórios IBM do mundo inteiro, a companhia elaborou uma lista com cinco inovações que poderão impactar as cidades do mundo inteiro, nos próximos cinco anos. A 4ª edição do estudo aponta as transformações que podem ajudar a melhorar significativamente o destino dos grandes centros urbanos. São elas:

- Cidades terão sistemas imunológicos mais saudáveis – “A internet da saúde”;

- Construções urbanas serão capazes de responder como se fossem “organismos vivos”;

- Carros e ônibus urbanos vão operar sem combustível;

- Sistemas inteligentes atenderão à demanda das cidades por água e economizarão energia;

- Cidades “responderão” a uma crise mesmo antes de receber uma chamada de emergência.

“A IBM está atenta às mudanças pelas quais o mundo está passando e trabalha para antecipar tendências e propor soluções que economizem recursos e beneficiem a população mundial. Acreditamos que para construir um planeta sustentável, as cidades precisam ter infra-estruturas mais inteligentes e eficientes. E a tecnologia é ferramenta fundamental para isso”, reforça Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.

As cidades terão sistemas imunológicos mais saudáveis

Dada a sua densidade populacional, as cidades continuarão a ser foco de doenças transmissíveis. Mas, no futuro, autoridades de saúde saberão precisamente onde, quando e como as doenças estarão se espalhando – inclusive as áreas a serem afetadas. Cientistas oferecerão às autoridades municipais, hospitais, escolas e locais de trabalho as ferramentas necessárias a fim de aprimorar a detecção, monitoramento e prevenção de infecções como o vírus H1N1 ou gripes sazonais.

Veremos uma “Internet da saúde” emergir, onde informações médicas anônimas, contidas em registros de saúde eletrônicos, serão compartilhadas com segurança para impedir a disseminação de doenças e manter as pessoas saudáveis.  A IBM já trabalha com organizações do mundo inteiro como, por exemplo, o projeto de segurança e saúde global da Iniciativa de Ameaça Nuclear (NTI) e o Consórcio do Oriente Médio de Vigilância de Doenças Contagiosas (MECIDS) para padronizar métodos de compartilhamento de informações de saúde e análise de epidemias de doenças contagiosas.

Construções urbanas serão capazes de responder como se fossem “organismos vivos”

Como as pessoas migram para prédios urbanos a taxas recordes, as construções serão feitas de forma inteligente. Hoje, muitos dos sistemas que formam um prédio – aquecimento, água, esgoto, eletricidade etc – são gerenciados de forma independente. No futuro, a tecnologia que gerencia instalações irá operar como um organismo vivo capaz de perceber e responder rapidamente, de modo a proteger cidadãos, economizar recursos e reduzir emissões de carbono. Milhares de sensores dentro das construções irão monitorar desde o movimento e temperatura até umidade, ocupação e luz. O prédio não apenas coexistirá com a natureza – ele fará uso dela. Esse sistema permitirá reparos antes que alguma coisa quebre, com unidades de emergência respondendo rapidamente com os recursos necessários.

Além disso, consumidores e proprietários irão monitorar seu consumo de energia e emissão de carbono em tempo real, tomando medidas para reduzi-lo. Algumas construções já dão sinais de inteligência ao reduzir o uso de energia, melhorando a eficiência operacional e aprimorando o conforto e a segurança para os ocupantes. O Hotel China Hangzhou Dragon, por exemplo, escolheu a IBM para construir um sistema de gerenciamento de hotel inteligente, instrumentado tecnologicamente e interconectado.

Carros e ônibus urbanos vão operar sem combustível

Cada vez mais, carros e ônibus urbanos deixarão de depender de combustíveis fósseis. Os veículos começarão a utilizar novas baterias que serão recarregadas de acordo com a freqüência de uso. Cientistas e parceiros da IBM estão trabalhando para desenvolver baterias que tornarão possível para veículos elétricos viajarem até 800 Km com uma única carga.  Além disso, redes inteligentes em cidades podem permitir que carros sejam recarregados em locais públicos e usem energia renovável, como a eólica, para recargas, evitando a dependência de usinas a carvão. Isso reduzirá emissões e ainda minimizará a poluição sonora. A IBM e o consórcio de pesquisa EDISON, da Dinamarca, estão desenvolvendo uma infraestrutura inteligente para permitir a adoção em larga escala de veículos elétricos alimentados por energia sustentável.

Sistemas inteligentes atenderão à demanda das cidades por água e economizarão energia

As cidades perdem um volume alarmante de água – até 50% – devido à infraestruturas com vazamentos. Para piorar ainda mais a situação, a demanda humana por água deve crescer seis vezes ao longo dos próximos 50 anos – atualmente, uma em cada cinco pessoas não tem acesso à água potável.

Tecnologias avançadas de purificação ajudarão cidades a reciclar e reutilizar água localmente, reduzindo a energia usada para transportá-la em até 20%. Medidores e sensores inteligentes serão integrados em sistemas de água, energia e esgoto, fornecendo informações precisas e em tempo real sobre o consumo, permitindo tomar melhores decisões sobre como e quando usar esse recurso e evitar a contaminação de rios e lagos.

As cidades serão capazes de prever situações de emergência – “responderão” a uma crise mesmo antes de receber uma chamada de emergência

As cidades serão capazes de prever, reduzir e até impedir situações de emergência, como crimes e desastres. A IBM já atua junto a organizações policiais para analisar a informação correta no momento certo e assim permitir que tomem medidas proativas para evitar o crime. O Departamento de Combate a Incêndio da Cidade de Nova Iorque escolheu a IBM para construir um sistema para coleta e compartilhamento de dados em tempo real, a fim de evitar incêndios enquanto protege os bombeiros. A companhia também está desenvolvendo sistemas inteligentes de barragens para proteger cidades de inundações devastadoras.

Fonte: IBM – In Press Brodeur
HSM Online
21/01/2010

Publicado por: frsfernandes | dezembro 28, 2009

A Rotina

Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.
Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.enfim. as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos….. em outras palavras…… V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE…
V I V A !!!!!!!!

Publicado por: frsfernandes | dezembro 3, 2009

Como resolver conflitos internos no trabalho?

Publicado por: frsfernandes | novembro 26, 2009

Treinador do Grêmio em 2010? Apostem no Marcelo Rospide

Esse é o meu primeiro post sobre futebol, não gosto muito de comentar sobre isso, porque sempre me disseram que “Futebol, política e religião não se discute”, então segue o primeiro post que não poderia deixar de ser sobre o Grêmio.

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Sou Gremista, como a maioria sabe. Escrevo esse post, casualmente 4 anos após nossa promoção para a Séria A, naquela “Batalha dos Aflitos”. Estou acompanhando os noticiários sobre a “eleição” do próximo técnico que irá comandar o tricolor em 2010. Não entendo, porque nossa direção faz especulações envolta de vários nomes, começou com o Adilson Batista, muito bom nome levando em conta a identidade que esse treinador possui com o Grêmio, depois começaram a negociação com o Dorival Junior, como esse pediu muita grana já descartaram.

Agora começaram a cogitar Nelsinho Batista (ou é Baptista). Como pode, uma direção que supostamente “sabe” a “identidade” do Grêmio, negociar com um treinador que saiu retaliado do nosso co-irmão., que só sabe treinar time nordestino e que seu tempo já ultrapassado.

Acredito por essas e por outras que temos um grande treinador pedindo passagem, a “identidade” do Grêmio em formar treinadores não vem de hoje, vide casos como Felipão, Mano Menezes. Atentem para o retrospecto do Marcelo Rospide, ele mostrou capacidade nesses jogos, tem o grupo na mão. Será que só porque o Rospide não tem nome na história de grandes títulos, não poderíamos ficar com esse treinador? Direção pode acordar, dê uma chance dele começar o ano de 2010, existem dois campeonatos no primeiro semestre que poderemos testar o Rospide.

Ouçam a torcida!!!

Desabafo de um gremista apavorado com 2010.

Francis Fernandes – 26/11/2009

Publicado por: frsfernandes | novembro 26, 2009

Ideias diferentes para a sustentabilidade nas empresas

Implantação, impactos, dificuldades e retornos possíveis da sustentabilidade. Entenda como as empresas podem gerenciar a sustentabilidade interna e externamente em sete perguntas e respostas.

Como definir a sustentabilidade e como suas ideias diferem umas das outras?

Considera-se sustentabilidade como um desenvolvimento econômico continuado que atenda as preocupações ambientais e sociais. Essa ideia pode levá-lo a diversas ações, partindo de um design melhor de produto, em termos de substituição de fonte energética, custos e peso até a pergunta: Como você gerencia uma organização sustentável?”

Uma “organização sustentável” treina pessoas para serem mais flexíveis, aptas a mudarem de funções dentro da companhia enquanto essa se desenvolve rapidamente. Essa é uma definição muito diferente de sustentabilidade, mas uma que poderia ter um impacto também sobre a sustentabilidade ambiental.

Quais questões em sustentabilidade teriam os maiores impactos para os negócios?

Um meio ambiente oprimido pelo carbono afetará os negócios no longo prazo. Todas as empresas, até mesmo as mais conservadoras, sabem que as leis estão a caminho. Ainda não se pagam todos os custos de certos tipos de uso de recursos, mas isso deve ser estabelecido em breve. O Protocolo de Kyoto não foi perfeito como compromisso, mas sinaliza claramente as regras para a redução de emissões carbônicas na atmosfera estão vindo. A nova Rodada de Copenhagen melhorará as coisas, espera-se.

Quais outras questões, além do carbono?

A água deverá ser um grande problema. Eis algumas estatísticas interessantes: Qual a porcentagem do mundo não tem energia elétrica? Cerca de um terço, dois bilhões de pessoas. Qual porcentagem não possui fornecimento de água limpa e tratada? Quase um terço também – e não necessariamente o mesmo terço. Esses não são problemas tecnológicos. Sabe-se como tratar a água e produzir energia elétrica. Esses são problemas econômicos e políticos. Quem paga? Como os projetos são financiados?

Há previsão de que os investimentos em sustentabilidade colocarão as empresas em desvantagem competitiva?

Não, se for gerida apropriadamente. A estratégia correta poderá tornar-se uma vantagem competitiva. O regime regulatório correto pode ajudar uma empresa a o que há de errado com eles. Se uma empresa pode fazer uma melhor gestão de resíduos, gestão de processos de gestão de entradas na fábrica e definição de quais tipos de produtos farão, isso parece mais eficiente.

Quais são os outros desafios?

É um desafio operacionalizar alguns conceitos em sustentabilidade. A empresa terá problemas se estabelecer ideias operacionais vagas e regulamentação ausente, que não tenha uma métrica bem definida.

Com a sustentabilidade é ainda mais difícil estabelecer uma métrica clara. Geralmente, quando se fala sobre sustentabilidade, fala-se sobre gestão de ciclo de vida, quer a abordagem seja ambiental ou reuso.

Observar o ciclo de vida de um produto, incluindo todas as substâncias do produto, é uma tarefa muito difícil, mas pode revelar novas maneiras de proceder. Primeiro, sempre haverá certa inércia, por conta da falta de informação. Para postos mais elevados, parece uma grande ideia, mas entre as pessoas que realmente precisam tomar decisões e trabalhar as mudanças, há resistência e incertezas consideráveis.

Quais oportunidades surgirão como resultado de prestar mais atenção à sustentabilidade?

As oportunidades virão de estruturas organizacionais melhoradas, e melhor gestão. Análises de ciclo de vida podem apontar substituições que ajudem a empresa a olhar além do horizonte.

Quais são os maiores desafios e oportunidades para a realização de esforços de sustentabilidade?

A sustentabilidade chegará com o tempo, quando a consciência ambiental e a ação não forem apenas altruístas, mas essenciais para a função de uma organização social bem-sucedida. A concepção de sucesso vai incluir o cuidado com os recursos – tanto humanos e naturais – e sobre os impactos que seus processos de produção e seus produtos terão além dos portões da fábrica.

Por Agenda Sustentável

HSM Online
25/11/2009

Publicado por: frsfernandes | novembro 26, 2009

Gestores da internet preparam novas regras

Cenário: Uma das propostas prevê a disputa por nomes de domínio como www.notícias ou www.futebol

Com 40 anos de vida, a internet se prepara para mudanças importantes. Criada como uma rede universitária, a Arpanet, no fim da década de 60, a rede mundial de computadores massificou o protocolo IP – o padrão que permite a troca de dados entre os computadores -, foi acumulando camadas de outras redes e agora precisa dar novos passos para continuar crescendo. Para ir além dos atuais 2 bilhões de computadores conectados, os gestores da rede iniciaram um movimento de migração gradual do protocolo IPv4 para o IPv6, que aceita um número praticamente ilimitado de máquinas interligadas.

Outra mudança importante será nos nomes de domínio de primeiro nível (“.com”, “.net”, “.org” etc) que somam apenas 22 e limitam a expansão dos negócios na rede. Previsto inicialmente para o ano que vem, o guia do candidato aos novos domínios – o conjunto de normas que regulará a candidatura aos nomes que serão criados – está em sua versão três, mas a definitiva não tem data para ser lançada. “Há muitos interesses em jogo, pois [a mudança] afetará diretamente marcas e produtos, além de abrir um leque muito maior de empresas registradoras de domínios”, explica Karla Valente, diretora de produtos e serviços da Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Icann, na sigla em inglês) que esteve em São Paulo para participar do evento “A internet do futuro”, também patrocinado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet).

A Icann, que elabora as normas da internet, propõe a ampliação ilimitada de domínios genéricos de primeiro nível ou gTLDs (generic Top-Level Domain), o nome que vem depois do ponto (com, org etc), sem incluir os nomes de países, regidos por outras regras. Na prática, uma empresa poderia se candidatar a ser proprietária de qualquer palavra na rede mundial como www.notícias, www.finanças ou www.futebol, por exemplo. Os novos domínios podem ser comunidades como www.ianomami, marcas de empresas, setores como www.bancos, produtos e entidades. Para a Icann, isso aumentará muito a complexidade de administração dos domínios, que podem chegar às centenas e até milhares.

Só podem se candidatar pessoas jurídicas. Para se aplicar a um domínio será necessário preencher uma proposta on-line no site da Icann e pagar US$ 185 mil de taxa de análise. Essa candidatura será analisada por vários conselhos internos e colocada em consulta pública para a manifestação de outras empresas. Caso haja oposição, há outras taxas de defesa do domínio. Uma vez aprovado o domínio, a taxa de manutenção anual é de US$ 25 mil. As empresas que se candidataram a determinado domínio poderão fazer uso dele ou licenciá-lo para outros interessados. “A empresa que detém o ’notícias’, por exemplo, poderá comercializar o nome para um jornal ou revista que queira fazer uso dele”, diz Karla. No caso de duas empresas se aplicarem ao mesmo domínio, haverá leilão, elevando o gasto para muito além dos US$ 185 mil iniciais.

A Icann também poderá enviar a candidatura para análise do World Intelectual Property Organization, que arbitra sobre marcas e propriedade intelectual.

Um dos principais obstáculos ao lançamento do Guia do Candidato é definir possíveis bloqueios de candidaturas e se a Icann poderá fazer isso. A propriedade virtual de palavras como “Deus”, “holocausto”, “Jesus”, “Islã”, entre muitas outras, devem provocar polêmica. Há também a oposição de empresas que anteveem a pressão de registrar domínios de todos os seus produtos, elevando muito os custos. Outra dificuldade está nas normas de aceitação de nomes de comunidades pois haverá dificuldade para provar que são representativas (como o domínio www.tupi-guarani, por exemplo). Essas questões não são fáceis de resolver e podem consumir todo o ano que vem, afirma Karla.

Hoje, existem 900 empresas registradoras de domínios (as chamadas “registrars”) no mundo. A mais famosa é a Verisign (dona do “.com” e “.net”), com 50% do mercado. Eduardo Parajo, presidente da Abranet, acha difícil que a ampliação dos nomes de domínio represente uma oportunidade para os pequenos provedores de acesso à internet. “O investimento de uma licenciadora de domínios começa em US$ 500 mil. É um mercado para grandes empresas”, afirma Parajo.

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Brasil tem mais de 2,5 milhões de domínios registrados

A base de domínios registrados em todo o mundo chegou a 184 milhões em junho, segundo levantamento feito pela VeriSign, companhia responsável pelas extensões .com e .net. O número representa um crescimento de 9% com relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil, a evolução foi de 7%. Segundo a empresa, o movimento está relacionado à liberação de registro dos endereços net.brcom.br também para as pessoas físicas entre abril de 2009 e maio de 2008.

“Era uma demanda dos internautas”, explica Francisco Neves diretor de serviços e tecnologia do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (Nic.Br). Desde que a internet comercial entrou em operação no Brasil o registro de domínios com essas extensões estava restrito a empresas. Para as pessoas e profissionais liberais, as opções eram endereços com terminação blog.brwiki.breng.bradm.bradv.br, dependendo do ramo de atividade. Também estavam disponíveis o .com, .net, .org .biz e .info.

Das cerca de 2,5 milhões de páginas registradas por brasileiros ou empresas que atuam no país, mais de 75% têm a terminação .br em seu endereço, sendo o .com.br e o .net.brresponsáveis por 93% deste total, ou 1,8 milhão.

Até junho, segundo a VeriSign, o .com e o .net acumulavam 553 mil registros, um crescimento de 10% na comparação com o mesmo período de 2008. Segundo Érica Saito, gerente regional de serviços de informação da empresa na América Latina, a velocidade de expansão das novas assinaturas está diminuindo, mas o resultado ainda é positivo. “Estamos acima da média mundial”, comenta.

O ritmo de crescimento, no entanto, está bem mais lento do que o apresentado entre 2005 e 2007. Neste período, a expansão da base ficou na casa dos 70% ao ano, fruto de um investimento forte da VeriSign para divulgar os endereços no mercado local e aumentar a rede de empresas autorizadas a fazer o processo de registro. “Não tínhamos distribuidores na América Latina até 2005″, diz Érica.

O trabalho de estruturação começou pelo Brasil e se expandiu para Argentina e México a partir do ano passado. Hoje a empresa tem nove distribuidores na região, sendo seis no Brasil, que se ligam a centenas de outros revendedores. No primeiro semestre de 2009, o número de domínios registrados na América Latina cresceu 12% com relação ao mesmo período de 2008.

Para a executiva, a liberação dos endereços .com.brnet.br teve impacto no crescimento dos registros no Brasil, mas ela acredita que os endereços são na verdade complementares. “Se você tiver mais de um registro, você protege o valor da sua marca por um custo muito baixo”, diz. O registro anual de um domínio .com ou .net pode custar menos de R$ 20 em provedores brasileiros. Já o .com.br pode ser encontrado por até R$ 30. As empresas de hospedagem podem fazer promoções e cobrar diferentes preços pelo serviço de registro. De acordo com Neves a expectativa é de que os endereços .br cheguem à marca de 2 milhões em 2010.

 

*Por Ana Luiza Mahlmeister e Gustavo Brigatto, de São Paulo – Valor Econômico

Publicado por: frsfernandes | novembro 25, 2009

Você ainda é realmente jovem?

Você acha que a vida está passando rápido demais? Não tem tido tempo para aproveitar as coisas que você gosta? Faz tempo que você não tira um tempo para você? E aquele livro que você queria ler, ficou para depois? Não fique preocupado se você disse sim a pelo menos uma das perguntas acima, você não é o único.

Essa sensação de que a vida está passando e você não está aproveitando está se tornando cada vez mais comum. Isso reflete a falta que faz, atividades importantes no seu tempo.

Importante é algo que irá trazer um benefício real para você a curtoenvelhecimento-saudavel , médio ou longo prazo. Pode ser uma atividade de lazer, intelectual, emocional, social, espiritual, familiar, profissional, etc. O que pode ser importante para você, pode não ser para mim. Não importa o que é que você irá fazer, importa o efeito que isso vai causar para você.

Quer ouvir uma música? Ver um filme? Dar um grito? Dar um abraço? Dizer que ama alguém? Ler uma piada? Fazer uma massagem? Tomar um drink? Ler aquele artigo interessante?

O que você pode fazer de importante por você agora? Que tal parar por 3 minutos e fazer algo simples, mas importante para você?

Sabe o que é pior disso tudo? É que viver o importante é tão óbvio, tão simples e prazeroso de fazer, mas sempre é negligenciado, adiado em função da última urgência ou da nova circunstância.

Você não precisa administrar seu tempo! Você precisa administrar a importância na sua vida! Você já está cheio de urgências e circunstâncias, mas faltam momentos importantes para curtir.

É comum ouvir as pessoas falarem que depois dos 20 anos o tempo voa! Eu não me conformo com essa frase. Em outras palavras esse chavão quer dizer: “ Quando eu era jovem curtia a vida e agora sou um escravo das urgências.”

É fácil lembrar da juventude, afinal foram tantos momentos importantes. A vontade de descobrir o mundo, a impulsividade, a paixão, as baladas com os amigos, os livros, as músicas. Resumindo: você estava feliz, alegre e vivo!

O que mudou? Você deixou a rigidez da responsabilidade envelhecer a sua juventude? Os problemas controlarem sua alegria? A gordura estragar sua saúde? A urgência sobrepujar a importância?

Eu não vou deixar o jovem que habita em meu ser envelhecer! Simplesmente eu não aceito essa condição. Quando eu for idoso de idade (e isso chegará para todos, graças a Deus!), nunca direi que sou “velho”. Falei para todos que sou um jovem reciclado! Eu vou manter a importância da chama da juventude acesa para todo o sempre.

idoso

Olhe para a sua agenda da próxima semana. Tem algum dia livre? Que tal agendar um compromisso inédito e especial: Reunião com Meu Jovem! — 1 hora deve ser suficiente para começar. Durante essa hora, fuja do escritório, da rotina, da urgência e faça algo importante para você. Curta sua juventude (com responsabilidade é claro – afinal você amadureceu!).

Pablo Picasso dizia que se demora muito tempo para se ficar jovem. Se isso for verdade, então você está na infância e começando a entrar na juventude. Mas permita-se crescer na escola da importância para viver a velhice do resultado.

Faltam poucas semanas para 2010, o que você vai fazer de importante por você esse ano? Ainda dá tempo! Você tem muitos horários para a reunião com o jovem dentro de você!

Cresça Forte e Saudável!

Publicado em 25 Novembro, 2009 por Christian Barbosa

http://blog.maistempo.com.br/

Publicado por: frsfernandes | novembro 25, 2009

Marca não é uma entidade que paira no vazio

Esse artigo levanta uma questão importante, se estamos passando a informação correta a respeito de nossa marca. Será que a comunicação está chegando da forma que desejamos? É uma entrevista com o sr. Jaime Troiano, um dos maiores especialistas em branding.

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Há quem acredite que uma boa marca pode salvar a empresa. Mas a escolha do nome é apenas o começo de um processo que levará tempo e exigirá muito trabalho duro e disciplina para dar resultados.

Quem garante é Jaime Troiano, um dos maiores especialistas em branding do Brasil. Engenheiro químico e sociólogo de formação, Troiano estuda o comportamento do consumidor e ajuda empresas a administrar com mais eficiência a relação do público com suas marcas.

À frente do Grupo Troiano há 16 anos, ajudou a empresa a se consolidar como o primeiro grupo brasileiro dedicado 100% a gestão e marcas e, certamente, o mais lembrado quando o assunto é branding. Com mais de 800 marcas trabalhadas, o Grupo Troiano atende a cliente como 3M, Globo, Itaú e Microsoft, entre outros.

Nessa entrevista, ele fala sobre vaidade corporativa, a possibilidade de desenvolvimento da marca fora dos círculos tradicionais da publicidade e afirma: “O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!”

O que é mais fácil: construir ou destruir uma marca?

Sem dúvida nenhuma, destruir. A construção é um processo lento, sistemático, que envolve muitas pessoas e uma disciplina rígida de controle. Mais do que nunca, a velocidade do impacto negativo que as marcas podem sofrer é muito grande, pela existência de uma múltipla e pouco controlável trama de contatos digitais em que ela está envolvida.

Em suas palestras mais recentes, o senhor tem comentado sobre o anti-branding. Quais os erros mais comuns cometidos por empresas brasileiras?

São os seguintes – embora não sejam cometidos apenas por empresas brasileiras e nem sejam os únicos:

A. Mudar constantemente de fornecedor de serviços de comunicação. Em nome de negociações que achatam o valor dos serviços prestados por essas empresas, elas têm sido substituídas com muito maior frequência do que o desejável. As grandes marcas sempre tiveram relações estáveis e duradouras com suas agências de comunicação. Fiquei sabendo há pouco tempo que os grandes tenistas sempre tiveram poucos técnicos em sua carreira. Acho que isso também vale para o processo de construção de marcas de prestígio e de valor. Relacionamentos fragmentados com vários fornecedores de comunicação levam a resultados inconsistentes.

B. O segundo erro é o que eu denomino de “vaidade corporativa”. Um sentimento de soberba que impede a empresa de olhar para suas marcas com o ponto de vista do cliente, do consumidor. É a suposição de que a visão dos principais executivos é plena e capaz de compreender o que acontece no mercado. O Louis Gestner, ex-IBM, sempre dizia que a mesa de nosso escritório é um lugar muito arriscado de onde se observar o mundo e o mercado. Falta de humildade ou vaidade corporativa alimentam o anti-branding.

C. O terceiro é o erro do “tapume”. É imaginar que a marca é um tapume que revela a empresa apenas do lado de fora e esconde quem ela é da porta da rua para dentro. Os projetos que temos desenvolvido pela Bright House Brasil (uma empresa do Grupo Troiano de Branding), deixam muito claro que o público interno das organizações é constituído de apóstolos da marca. Se eles, antes de qualquer outro stakeholder, não forem convertidos e compreendam os princípios e os valores que pautam a vida da marca, dificilmente a empresa fará bem isso da porta da rua para fora.

D. O quarto é o sentimento exagerado de propriedade que o departamento de marketing tem sobre a gestão da marca, como se ela fosse uma capitania hereditária desse departamento. Os trabalhos que temos feito no Grupo Troiano mostram que todos, literalmente todos, os colaboradores de uma organização têm algo a dizer a respeito desse tema. Mesmo que sua contribuição não seja decisiva, o fato de ouvi-los cria uma natural relação de cumplicidade e fortalece o sentimento de orgulho corporativo.

Há algum tipo de recomendação para empresas pequenas, que não contem com grandes verbas para publicidade, para tornar uma marca conhecida?

Sim: a força dos pequenos contatos. Há uma grande ilusão no mercado: marcas fortes só se constroem com grandes investimentos de propaganda. Quantas e quantas vezes, eu tenho ouvido este lamento, partindo principalmente de empresas que não dispõem desses recursos mais generosos. E estas empresas são, é lógico, a grande maioria do nosso mercado.

É como se existisse um “apartheid mercadológico”: ou você tem muito dinheiro para investimentos publicitários e pertence à “raça superior” dos grandes anunciantes ou fica imobilizado num “gueto” dos que nada podem. O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!

Primeiro porque grandes marcas começaram pequenas e como tais não podiam dispor daqueles investimentos. Em segundo lugar porque há muitas marcas que cresceram fora dos tradicionais circuitos publicitários. É lógico que propaganda é um nutriente valiosíssimo e contar com ela ajuda muito.

Porém, há muito mais a ser feito do que apenas se ressentir por não ser um anunciante. Marcas fortes e valiosas de verdade são construídas pela rede de múltiplos e pequenos contatos que elas estabelecem com seus consumidores e com todos os públicos envolvidos com ela – dos seus funcionários aos canais de venda.

Marcas poderosas são o resultado de uma equação de múltiplos termos que se combinam e geram um efeito perceptual junto a seus consumidores e demais públicos. Esta rede de múltiplos contatos tem a força de construir o valor e percepção adequada de uma determinada marca. Propaganda, embora tendo um papel privilegiado, é apenas um termo da equação, é um elo da cadeia de pequenos contatos.

E quais são estes múltiplos contatos?

1. O que seus funcionários sabem sobre a marca?
Num artigo da Harvard Business Review, Colin Mitchell faz esta indagação fundamental: será que as pessoas que trabalham na empresa estão cientes dos valores e dos propósitos que tem a marca que elas ajudam a “fabricar”? Será que nós não nos preocupamos mais em vender a marca da porta da rua para fora do que para nosso próprio público interno? Várias vezes já identificamos problemas de mercado cuja origem está localizada da porta da rua para dentro.

2. Caminhões, fachadas, lojas, papelaria…
Na rede de pequenos contatos da marca com o mercado, o seu sistema de representação visual tem que obedecer a uma disciplina xiita. Caminhões são verdadeiros outdoors ambulantes, vistos por milhares de pessoas. Fachadas de lojas são outro ponto de contato com a marca. Se alguém na empresa não criar uma rígida disciplina de uso das cores, das formas, que representam a sua marca em todas as suas aplicações, não haverá recurso de propaganda que resolva. Há pouco tempo, pedimos a um de nossos clientes que pusesse sobre a mesa os cartões de visitas de cinco funcionários da empresa. Parecia o samba do crioulo doido, cada um de um jeito! Faça o teste na sua.

3. “Bom dia, um momentinho, por favor!”
Esta é a frase típica de uma telefonista que representa sua empresa e sua marca ao receber uma ligação, quem sabe se de um cliente importante. O problema é que nós nunca termos uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão. Telefonistas, secretárias e recepcionistas são poderosíssimos pontos de contato com sua marca.

Esses são alguns elos de contato da marca com o seu mercado e seus públicos. Há muitos outros. Por isso, tendo ou não recursos para se transformar em anunciante, saia do gueto. Trate cada um desses pontos de contato com o mercado como um momento mágico de encontro entre sua marca e o consumidor. A multiplicação quase infinita da comunicação digital torna a soma dos pequenos contatos ainda mais poderosa para empresas de todos os portes.

Qual a diferença que redes sociais e serviços desse tipo podem fazer para uma empresa?

Ninguém sabe muito bem, ainda, como operar essa maravilhosa engenharia digital. Há muitas dúvidas. Mas há uma certeza absoluta de que as marcas, em qualquer área de negócio, não poderão viver sem ela. Tanto como ferramentas de construção e gestão das marcas como também de observação do que se fala ou do que se “cochicha” sobre elas nos espaços digitais.

Até que ponto a internet pode ajudar ou complicar a popularização/fixação de uma marca?

Disso nós já temos certeza: ajuda e ajudará cada vez mais. O que faltam ainda são maestros. Temos muitos solistas, apenas. Há muitos especialistas em modalidades ou ferramentas específicas de comunicação. São como se fossem solistas, quando aquilo de que as marcas mais precisam são maestros para integrar as “partituras” das diversas ferramentas de comunicação. Como a internet, por exemplo. De qualquer maneira, isto é uma questão de tempo e o fato de que internet é uma ferramenta única e indispensável é inquestionável. Sem internet, temos uma orquestra sem violino.

Até que ponto a falta de uma cultura interna pode prejudicar a imagem de uma marca para seu público-alvo?

A falta de uma cultura interna prejudica a imagem de uma marca e prejudica quase tudo dentro de uma organização. Uma empresa sem cultura interna é uma organização sem alma. Por outro lado, mesmo quando não há uma operação organizada e disciplinada de formulação de uma cultura interna, ela acaba brotando espontaneamente, mas não da forma que os gestores da empresa esperariam. Ela brota por meio de especulações e fantasias.

Dizia o escritor Octavio Paz: “onde morrem os deuses, nascem os fantasmas”. Ou seja, cada um cria sua própria interpretação sobre as intenções da empresa, de seus dirigentes e, em última instância, dos propósitos de suas marcas. E, muitas vezes, criam fantasmas e assombrações.

Há algum tipo de treinamento recomendado para empresas criarem esse tipo de cultura?

Cultura interna é algo que transcende as atribuições de branding. Creio que ela envolve o board da empresa, acima de tudo. Há processos de treinamento para isso e eles são feitos com a participação de diversos níveis da organização.

E há algum tipo de ferramenta recomendada para gestores implantar esses métodos?

Se eu puder particularizar essa pergunta, diria que sim: há ferramentas.
No caso específico de disseminação da cultura de uma marca no interior de uma empresa, nós do Grupo Troiano, desenvolvemos um processo denominado de Brand Inside. O Brand Inside é uma metodologia por meio da qual todos os segmentos de colaboradores são expostos, cada um com um nível de intensidade, às mensagens, valores e princípios que pautam a marca. Temos realizado isso em empresa de diversos portes.

O importante é que o processo:

- Tenha um autêntico compromisso da alta direção;
- Não deixe de cobrir todos ou quase todos os colaboradores;
- Não seja apenas um processo “one shot”, mas tenha alguma continuidade;
- Use mecanismos de contato pessoais e à distância (intranet, por exemplo);
- Envolva os colaboradores em algumas atividades práticas na construção do compromisso com a marca;
- Identifique os principais “apóstolos”, aqueles que mais serão capazes de continuar o processo de disseminação da linguagem e dos propósitos da marca na organização.

O que fazer, por exemplo, quando houver algum tipo de opinião divergente com relação a algum tipo de posicionamento?

Se essas opiniões divergentes ocorrerem dentro da empresa, a primeira providência é intensificar o processo de treinamento e contato com essas pessoas e tentar entender a origem da divergência. Muitas vezes, a divergência pode resultar em inputs que melhorem a qualidade de comunicação da marca, tanto dentro quanto fora da organização.

É claro que em casos extremos, os renitentes e os que ameaçarem a estabilidade do processo de implantação deveriam ser simplesmente excluídos do quadro da organização.

Há, no Brasil, empresas cujas marcas têm uma aceitação baixa e que tentam reverter isso com o investimento maciço em publicidade, mesmo sem retorno comprovado. Até que ponto uma estratégia desse tipo é válida?

Houve uma época em que se dizia: “Propaganda é a alma do negócio!” A frase transformou-se em algo que qualquer consumidor diz, quando quer demonstrar sua suposta proficiência em comunicação.

Quando se dizia que propaganda resolve tudo, estávamos ouvindo uma grande mentira. Mesmo naquela época, quando não tínhamos este enorme e incontável arsenal de instrumentos de comunicação, já podíamos contar com algumas ferramentas. Marketing promocional, eventos, atividades em pontos-de-venda e etc não foram inventados hoje. Além disso, o boca-a-boca, este poderosíssimo e ainda muito pouco estudado canal de comunicação, já agia em todos os  mercados. Ou seja, a propaganda não era filha única. A família de instrumentos de comunicação, que serviam como ferramentas de apoio, já era numerosa.

Com o passar das décadas, estamos começando a ouvir uma nova grande mentira: propaganda é irrelevante. O que interessa são as outras e mais modernas ferramentas de contato com o consumidor, entre as quais todas as formas de comunicação digital e mídias sociais.

Cuidado: esta mentira é tão perigosa como a primeira! As duas são formas cômodas e simplistas para se pensar pouco. As duas são formas de não se aprofundar na compreensão de como se dá, de fato, a conexão entre consumidores e marcas. As duas têm pernas curtas.

Da época da “Propaganda resolve tudo” até os dias de hoje da “Propaganda é irrelevante”, o que aconteceu?

Aconteceram dois grandes movimentos que mudaram a configuração do mercado de marketing: um tecnológico e um comportamental. O movimento tecnológico é o processo explosivo de multiplicação de mídias novas e das mais variadas formas de contato com os consumidores. Algumas delas tem eficácia discutível, outras são comprovadamente poderosas.

O outro foi o movimento comportamental, que não dependeu dos profissionais de marketing e comunicação. Aliás, ao contrário: somos caudatários deste movimento e não agentes do processo.

O movimento comportamental pode ser resumido assim: as últimas três décadas, muito mais do que em todas as anteriores somadas, provocaram uma profunda fragmentação do tempo e das relações entre as pessoas. A fragmentação do tempo transformou o consumidor em alvo móvel.

Em estudo que realizamos há dois anos em São Paulo, calculamos o home share e o street share das pessoas – quanto tempo elas passam em casa e quanto passam na rua, escola, trabalho, lazer, compras etc. Descontado o período de sono, 70% do tempo corresponde ao street share!  Mas também as relações sociais se fragmentaram. Os momentos de integração e encontro dos mesmos grupos de pessoas são cada vez mais raros. A cena da família reunida, almoçando ou vendo TV, é mais idílica do que real hoje, ainda que continue sendo um sonho de muitos. Em lares de classes A e um pedaço da B, a existência de quartos individuais, de pequenos mundos equipados com TV, som, computador, telefone cresce de modo alarmante.

Esse movimento comportamental fragmentou também a relação do consumidor com a mídia. Consequência: a ginástica para se conversar com ele consome muito mais energia mental hoje.

O movimento tecnológico e o movimento comportamental, dois lados da mesma moeda, provocaram uma profunda revisão na forma de distribuir recursos de mídia. E a filha mais velha, a propaganda, viu boa parte de suas verbas migrarem para os irmãos mais jovens.

Assumir, porém, que propaganda é irrelevante é uma mentira tão grande como foi, no passado, falar de sua onipotência. Portanto, cuidado. Cuidado com o sr. Al Ries, o novo “Oráculo de Delfos”, quando ele anuncia a defenestração da propaganda para ungir e coroar as relações públicas como a rainha da comunicação. Cuidado com os falsos exemplos de marcas que se desenvolveram sem um pingo de propaganda.

Por mais que seu espaço tenha diminuído no mix de comunicação, é impossível alimentar a conexão de marcas e consumidores sem propaganda. Mesmo que não seja uma atividade contínua.

Aproveitando que estamos às vésperas da Copa do Mundo, dá para salvar uma marca como a do Ronaldinho Gaúcho, a mais valorizada do planeta em 2006 e hoje praticamente esquecida?

Creio que não há marca forte que resista a produtos medíocres! Marca não é uma entidade que paira no vazio.

No caso de um jogador de futebol, estamos falando de um “produto” que tem um ciclo atlético muito mais limitado que outros produtos e serviços. Marcas que passam por momentos difíceis muitas vezes se recuperam por meio de diversas iniciativas, tais como revitalização do próprio produto, ajuste de seu posicionamento, abertura de novas linhas, renovação de sua comunicação etc.

No caso do Ronaldinho, dependerá essencialmente dele a possibilidade de brilhar novamente e recompor o prestígio de sua marca. É, aliás, o que todos nós gostaríamos de ver.

*HSM Online
24/11/2009

Publicado por: frsfernandes | novembro 25, 2009

A banda larga de Obama e de Lula

OS EUA , assim como o Brasil, estão elaborando um “Plano Nacional de Banda Larga” a fim de universalizar ou ao menos expandir o acesso ao serviço de internet rápida e convergente, de transmissão de dados, voz e imagem. Ambos os planos preveem planejamento e subsídios estatais. Tais palavras causam reações estereotipadas e histéricas dos ideólogos do mercadismo. Mas nos EUA da livre iniciativa, da competição e da tecnologia discutem-se um plano e gastos governamentais na banda larga. Não se trata de dizer que intervenção estatal no negócio é necessária, que vai prestar ou qualquer coisa assim. Os americanos já têm um plano de subsídios à universalização dos serviços de telefonia e (como nós) comunicação, que segundo o próprio governo americano não funciona lá muito bem (como o nosso, o Fust).

O plano americano está sendo elaborado pela Comissão Federal de Comunicações, uma espécie de Anatel e reguladora de mídia deles. Deve ficar pronto em fevereiro de 2009. O problema americano é que esse país riquíssimo não consegue universalizar a banda larga. Entre os mais pobres, negros e hispânicos, o acesso é muito menor -bidu. Os preços são altos. O negócio é dominado por oligopólios. Os subsídios federais a pequenos provedores acaba por incentivar a ineficiência. As empresas vendem um serviço que anunciam ter uma tal velocidade e confiabilidade, mas entregam outra coisa, pior, e não há fiscalização nem informação para o consumidor (como no Brasil). O fundo de universalização deles financia mais a telefonia do que a banda larga. Parte desse diagnóstico é do próprio FCC, em relatório divulgado no dia 18 passado (eles não falam em oligopólios, bidu). Ou seja, não parece uma avaliação alentadora da ação do Estado. Nem das empresas, por falar nisso.

Nos EUA, discute-se cobrar uma taxa adicional sobre consumo de telefonia, dinheiro que financiaria a infraestrutura de banda larga para pobres, áreas rurais, pequenas empresas e serviço público. Pensa-se em obrigar as empresas provedoras de internet a compartilhar suas redes de transmissão, a preços regulados pelo Estado (o que ocorre em alguns países da Europa). Tal medida, dizem alguns, poderia expandir a oferta de acesso, aumentar a competição e reduzir preços.

No Brasil, o plano ainda é muito incerto, pois o Ministério das Comunicações, o do Planejamento e a Casa Civil têm propostas diferentes.

Um projeto foi entregue ontem a Lula, mas nada está definido. De mais certo, haverá subsídios para o custo de transmissão e aparelhos.

Mais importante, haverá uma estatal proprietária de redes de fibras óticas (as “estradas” da informação); o governo regularia o preço do “pedágio” digital, segundo noticiou esta Folha. A “Bandabrás” (ou “Telelarga”) vai entrar no campo das empresas de cabo e telefonia, oferecendo conexões para pequenas empresas de banda larga. Havia a ideia de que essa estatal levasse o serviço “até a porta” dos usuários. Mas tal plano é caro demais e, dadas a lisura e a eficiência médias dos Estado brasileiro, isso tende a dar em besteira. Mas uma estatal para balançar o coreto da concorrência pode ser uma boa ideia. No caso dos bancos públicos, funcionou.

* Vinicius Torres Freire – Folha de S. Paulo

Publicado por: frsfernandes | novembro 23, 2009

O consumo está de volta. O que você vai fazer com seus preços?

 

O consumo dá sinais de crescimento, transcrevo aqui mais um artigo escrito pelo Frederico Zornig que prevê nosso cenário no pós-crise.
Boa leitura a todos.
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Analisando as principais manchetes de jornais e revistas, podemos concluir que o consumidor está se sentindo mais confiante e disposto a gastar. O crédito está retomando os níveis pré-crise (ou até superando em alguns casos) e a economia como um todo volta a crescer, após dois trimestres negativos.

Com esse novo cenário econômico e boas perspectivas à frente, entendo que os empresários de um modo geral estão em situação favorável e os varejistas em particular estão em uma posição ainda melhor para iniciarem a recuperação dos preços de produtos.  Foi nítida a manutenção ou redução dos preços no período de crise em vários setores e minha percepção é que já existe espaço para uma remarcação.

Além disso, os fabricantes, com custos fixos mais altos, sofreram mais a redução de volumes no início do ano e estão apenas retomando o nível de ociosidade pré-crise, o que garante uma certa inércia de preços baixos para seus clientes no canal intermediário (atacado/distribuição) e varejo, pelo menos por algum tempo.

O fato é que durante a crise prevaleceu no mercado o argumento dos pessimistas, que afirmavam que os preços deveriam cair, mesmo sem alguma ameaça competitiva ou pressão dos clientes para que houvesse redução. Passado o pior, notamos apenas que foi transferida uma grande quantidade de dinheiro de empresas e governo para os consumidores.

Por outro lado, sempre sustento que clientes têm que ficar muito satisfeitos com os produtos e serviços que compram, aceitando o preço que pagam por eles. Na busca por “fidelização” dos clientes, nos enganamos ao reduzir preços. Aparentemente deixamos os clientes muito felizes, mas estes, que são fiéis pelo preço, serão os primeiros a deixarem a sua loja ou empresa pelo preço mais baixo do concorrente. Sem falar que reduzir preço é a coisa mais fácil de se fazer.

Seria muito mais eficaz a busca por programas de fidelidade que agregam um valor percebido difícil de ser imitado pelo mercado. Manter uma empresa na direção do lucro precisa de muito mais do que retórica. Objetivos de lucratividade, alinhamento de estratégia com políticas comerciais, processos e ferramentas para gestão de preços e incentivos coerentes poderão trazer muito retorno para sua empresa.

O momento de rever políticas comerciais é esse. Ou vamos continuar oferecendo, em 2010, o menor preço possível aos clientes? A crise passou, é hora de retomarmos o crescimento sustentável, com preços melhores, garantindo maior lucratividade. Feliz Ano Novo.

Por Frederico Zornig. Seu email é fzornig@quantiz.com.br

HSM Online
23/11/2009

 

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